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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

DANIELA PEREZ, 19 ANOS DE SAUDADE


 Seu rosto ficou para sempre, belo e triste, imortalizado nos seus 22 anos.

UMA ATRIZ DE ROSTO INGÊNUO E RARA BELEZA.
A mistura de ficção e realidade transformou-se em tragédia. A atriz Daniela Perez , foi morta num matagal no Rio de Janeiro, aos 22 anos, a três dias do réveillon de 1993, pelo ator Guilherme de Pádua galã promissor, confessou ter matado com dezesseis tesouradas no pescoço e no peito a atriz, ambos namorados na ficção da novela das 8 da Rede Globo, De Corpo e Alma. Guilherme de Pádua fazia o Bira da novela. Daniela fazia a vulcânica Yasmin. , que contracenava com ele na novela De Corpo e Alma,exibida em 1992/93,Guilherme contou com a ajuda de sua esposa na época , Paula Thomaz e que estava grávida de quatro meses. Casada com o ator Raul Gazolla, Daniella Perez recebeu 18 golpes de tesoura e teve quatro perfurações no pescoço, oito no peito e mais seis que atingiram pulmões e outras regiões. No mesmo dia, 29 de Dezembro , o presidente Fernando Collor de Mello renunciava à Presidência da República, mas o assassinato dominou as rodas de conversas de todo o país. Uma multidão se concentrou na porta da delegacia. O crime foi destaque em todos os telejornais no Brasil e até no exterior, como na CNN americana e na BBC de Londres.
Torso esbelto e pernas grossas de bailarina, Daniela era a melhor candidata ao posto vago de namoradinha do Brasil. Se fosse ficção, a história seria brutal demais para ser encenada na novela das 8. Seria também inacreditável mesmo para um público acostumado aos mais loucos enredos televisivos em que se troca de coração como se troca de camisa. Imagine um filme ou novela em que uma autora criasse para a própria filha atriz um papel, o de Yasmin. Coloca ao lado dela Bira, o namorado machão, primitivo, violentamente ciumento. Pois foi isso mesmo que aconteceu. A criadora da novela é Glória Perez, a mãe de Daniela Perez.
ELES VIVERAM MOMENTOS FELIZES, ATÉ QUE PADUA CRUZOU SEUS CAMINHOS.
Antes de confessar a autoria do crime, Guilherme de Pádua procurou Glória Perez e o ator Raul Gazolla, marido de Daniella, para prestar solidariedade. Raul, emocionado, teria dito para Guilherme que ele era um "grande amigo".
Logo após a confissão dos assassinos, começaram a circular várias versões que tentavam explicar o ocorrido. Entre elas, a de que Guilherme de Pádua estaria confundindo a ficção com a vida real e que estaria apaixonado por Daniella Perez. Foi cogitado, inclusive, que os dois estariam vivendo um romance fora das telas, história totalmente negada por todos os colegas de elenco.
Vinte anos após a morte da esposa, Gazolla se incomoda com a impunidade. “Sofri com a criminalidade como milhares de pessoas também já sofreram, mas agora sofro é com a impunidade”, diz. “É um absurdo saber que as pessoas que mataram minha mulher com 18 facadas, que deveriam ficar 19 anos na prisão, estão na rua, livres.”
O casal criminoso tinha tatuado, em seus órgãos genitais, os nomes um do outro, o que fez supor a existência de um pacto de fidelidade entre Paula e Guilherme. Guilherme foi um dos primeiros a comparecer ao funeral de Daniella para consolar Raul e a mãe da vítima, a escritora Glória Perez, mas tanto ele quanto a esposa logo foram presos e, um ano depois, já estavam separados.
Em 1997, Guilherme foi julgado e condenado a 19 anos de prisão. O veredicto, acompanhado por 400 pessoas, foi aplaudido de pé. Três meses depois, Paula foi condenada a 18 anos e seis meses – mais tarde teve a pena reduzida para 15 anos. Glória Perez acompanhou o julgamento, segurando as sapatilhas e uma fotografia da filha assassinada.
A versão provada no tribunal da motivação do crime, foi a apresentada pelo promotor Maurício Assayag e pelo advogado de acusação Arthur Lavigne. Segundo ela, Guilherme era quem assediava Daniella. Dias antes do crime, Guilherme teria ficado inseguro ao receber os capítulos da novela e visto que ele não estaria em 2 capítulos, pensou que seu personagem estava diminuindo por influência de Daniella que era filha da autora. Supondo que Daniella havia contado à mãe das suas investidas, o ator armou a mão da esposa, que tinha muito ciúmes de Daniella. Após colher 1,3 milhão de assinaturas, Glória conseguiu a aprovação de um projeto de lei para incluir o homicídio qualificado no rol dos crimes hediondos, que recebem tratamento legal mais severo e impossibilitam o pagamento de fiança e o cumprimento da pena em regime aberto ou semi-aberto. Como o assassinato de Daniella foi anterior à instauração da nova lei, Paula e Guilherme foram beneficiados e cumpriram parte da pena em liberdade. O casal ficou preso por sete anos.


Os personagens da história







Daniella Perez - A única filha mulher da autora Glória Perez sempre quis ser artista. Começou como dançarina, atividade que, aliás, exerceu extra-profissionalmente até a sua morte prematura.
Quando morreu, aos 22 anos, Daniella estava casada com o ator Raul Gazolla, que ela havia conhecido na novela Kananga do Japão, da Manchete.












Glória Perez - Depois do assassinato da filha, Glória Perez passou a se dedicar quase que integralmente à condenação dos culpados, buscando provas através de uma investigação paralela feita com seu advogado, Arthur Lavigne. Glória chegou a convencer três pessoas que trabalhavam em um posto de gasolina, onde Daniela teria passado pouco antes de ser morta, a prestarem depoimentos contra Paula e Guilherme.
Além disso, a autora liderou um movimento nacional para mudar a lei que garante a criminosos primários o cumprimento da pena em liberdade. Recentemente, Glória tem dado várias declarações de que não acredita mais na Justiça do Brasil.
Nascida em Rio Branco, no Acre, Glória Perez é formada em História e começou a sua carreira como escritora de novelas colaborando com Janete Clair. Depois da morte da "mestra", foi Glória quem assumiu o comando da novela Eu Prometo, de 1983. Sua carreira havia começado antes, em 1979, quando ela escreveu um episódio para a série Malu Mulher, da Rede Globo. O episódio, no entanto, nunca chegou a ser gravado, mas foi ele que despertou em Janete Clair o interesse pela nova autora.
Depois da morte de Daniella, Glória ficou quase três anos sem escrever, só voltando às telas com Explode Coração, em 1995. Seu mais recente sucesso foi Caminho da Indias. Glória Perez viveu ainda  mais um drama pessoal, perdendo seu filho Rafael Ferrante Perez, de 25 anos. Portador de Síndrome de Down, Rafael morreu vítima de uma torção intestinal, em Brasília, onde vivia com a avó. Agora Glória só tem um filho vivo, Rodrigo.

Guilherme de Pádua - O mineiro Guilherme de Pádua estreou na televisão na novela De Corpo e Alma, a primeira e última da sua breve carreira. Anos antes da estréia, ele chegou ao Rio de Janeiro para tentar a carreira artística. Especula-se que ele chegou a realizar trabalhos como michê, mas o fato sempre foi negado por ele.
Após cumprir um terço da pena (seis anos e quatro meses), Pádua conseguiu a liberdade condicional em 1999, por bom comportamento. No ano seguinte, a Vara de Execuções Criminais de Minas Gerais concedeu a ele a redução de 25% da sua pena, que passou para 14 anos, dois meses e 26 dias. Em 2001, ele entrou com o pedido de indulto, que foi  consedido pela Vara de Execuções Criminais de Minas Gerais. Caso alguém o chame de assassino, ele pode, inclusive, entrar com um processo por calúnia e difamação.
Atualmente, Guilherme de Pádua leva uma vida normal e cursa o 1º período de Ciências da Computação na PUC Minas, em Belo Horizonte, e já desenvolve trabalhos na área. Recentemente, ele foi pré-selecionado para receber uma bolsa de estudos.


Paula Thomaz - Em liberdade condicional desde novembro de 1999, Paula Nogueira de Almeida Thomaz, agora assinando apenas Paula Nogueira, cursa Administração de Empresas desde 2000, na Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. O privilégio da condicional veio após ela cumprir um sexto da pena de 15 anos a que foi condenada.
Ao contrário dos seus colegas, Paula não prestou vestibular. Ela conseguiu ingressar na faculdade através do Programa de Acesso Direto, aprovado há dois anos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). Através dele, o aluno que tenha obtido média sete nos três anos do ensino médio pode ingressar na faculdade sem prestar vestibular.
Paula queria estudar Ciências Contábeis, mas como o curso é à noite, ela não pode frequentar as aulas por determinação judicial. Outra determinação exige que Paula Thomaz se apresente à Justiça a cada três meses.
O casamento com Guilherme de Pádua acabou logo depois do crime. O advogado de Paula Thomaz defendeu a tese de que sua cliente estaria em um shopping no momento do crime. O de Guilherme, por sua vez, alegou que a autora das estocadas teria sido Paula. Seu cliente teria apenas imobilizado a vítima.
Em 2001 foi anunciado o segundo casamento de Paula, comSérgio Ricardo Rodrigues Peixoto. 




Homenagens a uma bela moça que ficou encantada...

Daniella Perez... Procura-se ladrão de cores.

A bailarina não dança mais... Não em um palco que seja acessível aos meus olhos!
Onde estão os movimentos ritmados e lineares?
Mostrem-me os aplausos, os assovios, os sorrisos!
Expliquem-me o abraço vazio, as mãos solitárias, os olhos tristes!
Para onde levaram o calor do encontro, o rosto que as mãos iriam afagar e o sorriso admirado pelo olhar agora triste?
Procura-se ladrão de cores!
Tragam de volta a vida para o jardim enlutado!
Devolvam os sonhos, reparem a saudade, cicatrizem as feridas...
Quero que façam isso e imediatamente!
Desejo ouvir o som dos aplausos, ver as sapatilhas de ponta e os filhos que não existem crescer.
Desejo conhecer sua letra e guardar o autógrafo que nunca ganhei.
Desejo contar uma história diferente para minha sobrinha quando me perguntar “quem é a moça da foto?”
Desejo... Quero... Procuram-se os passos da bailarina...
É possível mudar o que passou? Certamente não!
Mas é perfeitamente possível ter saudade do que você não viveu.
Isso deveria ser levado em consideração...

Danielle Faria.




Devolvam a moça morta

Se vão indultar o assassino, então devolvam a moça morta, tal como ela era quando viva. Devolvam o vulto moreno! Devolvam a beleza! Devolvam os cabelos negros soltos ao vento! Devolvam a voz, o jeito de falar, devolvam as músicas que a moça morta gostava de cantar! Devolvam tudo que era dela: a mesma estatura, o mesmo jeito de andar, ah, devolvam o prazer de dançar. E, acima de tudo, devolvam a alegria de estar vivendo, sem medo de uma tesoura assassina. sem medo da noite dos assassinos.

Se vão indultar o assassino desmitam as edições extras na televisão. Desmitam a voz nervosa dos locutores das rádios anunciando o crime hediondo. Desmitam e apaguem as manchetes dos jornais. (Desmitam a fotografia da moça morta na primeira página). Digam à mãe da moça morta quetudo não passou de um lamentável engano, pois Daniella Perez vai voltar. Digam ao marido para esperá-la, como num dia de festa no Rio de Janeiro, pois Daniella Perez vai voltar.

Convoquem os amigos, os companheiros de elenco da novela, convoquem os pais e os irmãos, os avós, ressuscitem os mortos e gritem ao mundo que Daniella Perez está de volta. Se vão indultar a tesoura assassina, então devolvam a moça morta, sem nenhuma marca, sem nenhuma cicatriz. Devolvam o coração batendo dentro do peito. devolvam o corpo sem nenhuma arranhão. Senhores que indultam assassinos: retirem o susto nos olhos da moça morta! Retirem o espanto! Calem o grito de medo que se espalhou na noite do Rio de Janeiro. Silenciem o pedido de socorro. Consertem o mal que a tesoura assassina fez. Tragam a vida que a tesoura assassina matou.

Digam à dor da moça morta para não doer.Digam o medo que a moça morta sentiu para ir embora.

Espalhem a boa nova pelo Rio de Janeiro, pelo Brasil, pela América do Sul: não, Daniella Perez não morreu, está mais viva do que nunca. Se vão indultar o assassino. Se vão permitir ao assassino que viva como se não houvesse matado. Se vão dar ao assassino os mesmos direitos de quem nunca matou…

Ah, então, senhores que indultam assassinos e tesouras assassinas, façam o favor de trazer a morta tão viva como antes. Façam o favor de permitir que a moça morta possa ir às festas de que gostava, possa ir ao cinema com o marido e depois jantar e beber um chope com os amigos. Façam o favor de permitir que a moça morta fique olhando um navio passando ao longe no mar e se perguntando: “Meu Deus, em que porto do mundo esse navio vai atracar?” Façam o favor de devolver o sucesso que a moça morta fazia na novela na televisão. Façam o favor de devolver o futuro que a moça morta tinha como atriz. E não se esqueçam, senhores que indultam assssinos e tesouras assassinas, indenizem Daniella Perez pelo tempo em que esteve morta. Pela festa da vida que ela perdeu tão sem culpa como quem perde o trem. Se vão indultar o assassino, devolvam a moça morta!!!

Roberto Drummond.



GALERIA DE FOTOS:









7 comentários:

  1. A Dany deixou sorrisos e boas lembranças por onde passou. Ela também deixou marcas indeléveis de saudade... Nunca a esquecerei.
    Obrigada por este espaço. Penso que é dessa forma, que imortalizamos a vida que foi ceifada em idade tão precoce.
    Grata pela referência no texto "Procura-se Ladrão de Cores".
    Danielle Faria.

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  2. Sou eu quem agradeço!
    Grata pelo comentário no meu blog. Caso haja interesse, leia: http://daniellefreis.blogspot.com/2010/11/blog-post.html Abraços e tudo de bom!

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  3. saudades era uma grande atriz que deus coloque ela no bom lugar fique com deus daniela prez

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Saudades...Daniela....lo siento por la familia....una chica linda con un futuro.....cortaran sus pasos...saudades

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  6. Vontade de chorar,de fazer justiça, de deixar os assassinos abaixo de um lixo que é o eles são,de gritar, de saber porque porque isso aconteceu,de tirar essa tristeza e indgnação do peito de cada pessoa que sente uma dor inesplicavel ao ouvir lembrar de tamanha atrocidade, vontade mesmo de voltar la atras e mudar tudo, e trazer aquele olhar e sorriso doce de volta.

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